Peça recolhida no sítio arqueológico do Bronze final de Entre Águas 5 (Serpa), de pequenas dimensões, cerca de 8 x 8cm, com uma profundidade de cerca de 7 cm, sem fundo e de bordos boleados, com as 4 superfícies externas profusamente decoradas. Essa decoração é caracterizada por motivos geométricos, bem marcados através de traços incisos, feitos com a pasta ainda fresca.
Projectos de Investigação
Seguindo esta política encontram-se em curso diversos projectos de investigação, destacando-se:
- Estudo dos dados resultantes da intervenção na ZEP da villa romana do Alto do Cidreira - Cascais. Intervenção realizada em 2007 que levou à recolha de uma série de importantes elementos de diferentes contextos e cronologias. Encontra-se em fase de estudo a cabana/abrigo de cronologia Campaniforme, o troço do aqueduto romano colocado a descoberto, bem como a análise antropológica e artefactual da necrópole romana situada nas proximidades.
- Estudo sistemático do sítio do Bronze final de Entre Águas 5 - Serpa que, realizado em parceria com o Eng. Monge Soares, Manuela Deus e Ana Sofia Antunes tem como objectivos dar a conhecer a cultura material identificada e procurar o seu enquadramento crono-cultural através da realização de datações de radiocarbono.
- Estudo dos silos medievais/modernos da Rua do Jardim - Lagos, procurando-se para além da análise do espólio cerâmico (produção local e de importação) e metálico, o estudo da fauna mamalógica, malacológica e ictiológica. De forma a proceder ao efectivo enquadramento cronológico da cultura material identificada, irão ser efectuadas uma série de datações absolutas.
Encontro Arqueologia e Autarquias
Sítio romano de Figueiras 4 - Serpa
A intervenção no sítio de Figueiras 4 (Serpa) permitiu identificar uma ocupação de cronologia romana, materializada em duas estruturas de pedra calcária, diversos interfaces escados no substrato geológico (valas, silos e outras estruturas de função indeterminada), bem como no vasto e variado espólio recolhido, na sua maioria cerâmico, osteológico e metálico.Fossas/Silos da Idade do Bronze (Corça 2 - Serpa)
Sítio do Bronze final de Entre Águas 5 - Serpa
A intervenção arqueológica de emergência em Entre Águas 5 (Brinches, Serpa), um sítio de habitat de planície, revelou um conjunto de estruturas negativas - fundos de cabanas e bolsas – relativamente bem preservadas, contendo um vasto e diversificado espólio que permite uma aproximação a vários aspectos do quotidiano de uma comunidade do Bronze Final. Entre os elementos recolhidos destacam-se os numerosos fragmentos cerâmicos com ornatos brunidos e os ligados à actividade metalúrgica das ligas de bronze: cadinhos, nódulos de escória, algaravizes, artefactos metálicos. Uma análise, ainda que preliminar, dos contextos e materiais arqueológicos, bem como do seu enquadramento espacial e cronológico, permite desde já um aprofundamento dos conhecimentos relativos às ocupações em áreas abertas do Bronze Final no Sudoeste peninsular.Sítio da Idade do Bronze - Cascais
A intervenção no sítio designado de Terras de Javardo (Carcavelos-Cascais), permitiu recolher nos níveis de superfície um vasto espólio lítico, bem como detectar uma estrutura de combustão aquando da abertura de valas de diagnóstico. A escavação dos contextos associados permitiu a recolha de algum espólio cerâmico, que se encontrava muito fragilizado devido a processos pedogenéticos, bem como vários elementos em pedra lascada, a sua grande maioria em sílex. (núcleos, lascas, esboços de pontas de seta, restos de talhe, etc.) A análise do espólio permite associar o sítio a uma provável ocupação da Idade do Bronze.
Rua 25 de Abril - Salvaterra de Magos
O trabalho consistiu no acompanhamento arqueológico da terraplenagem do terreno bem como na realização de duas sondagens de diagnóstico junto a dois alinhamentos entretanto já postos a descoberto. As estruturas entretanto descobertas foram alvo de levantamento.
O enchimento das sondagens bem como das valas de implantação das estruturas detectadas apresentava material variado desde cerâmica comum a faianças policromas e a azul sobre branco, azulejos, material osteológico entre outros enquadráveis entre finais do século XVII e o século XIX senão mais recentes.
Os trabalhos de escavação já tinham sido iniciados aquando da chegada ao local dos técnicos da Neoépica, Lda. Durante a realização desses trabalhos foram detectadas várias estruturas em alvenaria. Foi ainda possível contudo definir duas zonas para a realização de sondagens de diagnóstico junto às estruturas detectadas, possibilitando assim uma melhor percepção da sua cronologia.
Foram então abertas duas sondagens de diagnóstico por meios manuais com dimensões variáveis inserindo-se no espaço ainda disponível. Ao mesmo tempo que foram realizadas estas sondagens foi realizado o acompanhamento da escavação da restante área afectada pela construção.
No seguimento deste acompanhamento foram detectadas mais estruturas também realizadas em alvenaria. Foi possível perceber qual o seu método construtivo assim como a análise evolutiva do conjunto das estruturas. De notar que devido ao facto do substrato geológico desta zona ser composto sobretudo por areias as estruturas em alvenaria apresentarem uma robustez elevada apresentado espessuras consideráveis e a aplicação de cal hidráulica.Durante a execução das sondagens foi possível detectar as valas de diagnóstico das estruturas anexas. Tendo em conta o material detectado estamos então perante estruturas posteriores à destruição do acima citado paço real tendo decerto aproveitado para esta construção, muita da matéria-prima resultante desse mesmo acontecimento. Nesta terão funcionado os armazéns do celeiro agrícola bem como uma taberna e parte do quartel dos bombeiros.
Rua Azeredo Perdigão - Peniche
Foi possível definir várias bolsas de material romano e uma concentração de maiores dimensões de cerâmica que levou ao aumento da área intervencionada.
Os trabalhos de definição dessa mancha detectada em uma das valas levaram à definição de uma área ainda a escavar de cerca de 600 m2. Estamos neste momento perante um edifício composto de vários estruturas nas quais se inclui um corredor e o que parecem compartimentos. As estruturas exumadas foram realizadas em pedra calcária e também pedra exógena como granito e gneiss possivelmente para aqui trazida por barcos que as utilizaram como lastro.
Associada a estas estruturas surge uma mancha extensa de materiais arqueológicos, com espessura entre os poucos cm e cerca de um metro. Ainda nos escapa a função do edifício entretanto exumado. Esta estaria decerto relacionada com a actividade portuária, ou como armazém, ou servindo de apoio aos fornos romanos detectados nas proximidades ou noutra função transformadora relacionada por exemplo com a salga de peixe. Só o avançar dos trabalhos nos poderá trazer uma resposta.
Cidadela de Cascais - Cascais

Rua dos Bacalhoeiros - Lisboa
O tipo de aparelho utilizado aponta para uma época de construção (ou reconstrução) no pós-terramoto, aquando da implementação do plano pombalino na baixa da cidade, muito embora o primeiro registo do prédio surja apenas em 1840.
Não se verificaram alterações significativas ao projecto inicial, à excepção de um possível acrescento ao andar superior, ainda não confirmado. Para além das necessárias remodelações ao nível de rebocos e pintura, surgem apenas algumas alterações no que concerne aos vãos de janela (encurtados com paredes de cimento e tijolo) e a algumas paredes divisórias (que parecem ter sido construídas recentemente). Verificou-se ainda a influência de algumas modificações sociais, que se traduziram em emparedamentos de algumas portas; construção de casas de banho, aproveitando parte das cozinhas; e instalações de água e electricidade que não existiriam.
Tires - Cascais
Instituto Hidográfico de Lisboa
Intervenção Rua das Escolas Gerais - Lisboa
Intervenção em Lagos - Rua do Jardim
Intervenção num quarteirão do centro histórico de Lagos. Numa 1ª fase os trabalhos incidiram sobre os diferentes edificios que ocupavam toda a zona, recorrendo a metodologias da arqueologia da arquitectura, procederam-se a picagens parietais de forma a perceber a evolução estrutural do edificado, bem como as diferentes técnicas construtivas. Uma 2ª fase precederam-se a trabalhos de abertura de sondagens arqueológicas. Os resultados dos trabalhos mostraram que a devastação ocorrida na cidade de Lagos aquando do terramoto de 1755, a fraca resistência dos materiais construtivos utilizados (taipa) e os resultados das sondagens parietais, levam a crer que as estruturas actualmente existentes tenham sido edificadas no pós-terramoto. A casa senhorial terá, provavelmente, seguido a traça anterior, uma vez que se nota uma planta típica do séc. XVII, com a existência de espaços nobres, zona de serviço, armazéns, cisterna, torre e jardim. A estes espaços foram posteriormente adossadas outras dependências, ultimamente ocupadas por diversas famílias. Todo este conjunto, devido à precariedade do aparelho construtivo, terá sido alvo de constante manutenção e de sucessivas remodelações até às últimas décadas do século XX. Ao nível do sub-solo, foram detectados e escavados vários silos, não tendo sido possível, para já, perceber qual a relação entre as estruturas negativas detectadas na área intervencionada e os silos existentes nas ruas adjacentes. Os silos detectados nas sondagens de subsolo têm o seu momento de abandono nos séculos XV/XVI, enquanto que os presentes nas ruas próximas, tiveram uma utilização, ao que parece, até época contemporânea. Associados ou cobrindo estas estruturas surgiram pisos, geralmente realizados em argamassa e terra batida, bem como estruturas directamente implantadas sobre o substrato rochoso.
No decorrer das doze sondagens arqueológicas no solo, foi possível recolher mais de cinco milhares de fragmentos cerâmicos, atribuindo-se forma a cerca de mil. A diversidade tipológica dos materiais cerâmicos, vítreos e metálicos é grande, destacando-se a cerâmica comum lisa, de vidrado plumbífero e de vidrado estanhífero, bem como faiança, majólica, cerâmica de tipo “berettino”, e cerâmica das oficinas valencianas. Também importante é o interessante conjunto de vestígios osteológicos de aves, mamíferos e peixe, bem como uma colecção alargada de material malacológico, elementos faunísticos que permitem caracterizar os hábitos alimentares da população. A grande maioria do material é cronologicamente enquadrável nos séculos XVI e XVII.
Neoépica - Arquelogia e Património
A Neoépica Lda. procura com este blog o lançar de uma plataforma informativa das suas actividades. Recorrendo a uma fórmula actual, aligeirada e divertida, mas ao mesmo tempo séria e cientificamente válida, pretende-se levar ao grande público o património nas suas diferentes vertentes. O principal objectivo é o sensibilizar e o chamar de atenção para a importância do nosso património, ambicionando-se desta forma a sua cada vez maior valorização como elemento de memória colectiva.